O Nasdaq renovou seu recorde de fechamento nesta terça-feira (22), impulsionado por empresas de semicondutores e pelo avanço das ações ligadas à inteligência artificial. O índice subiu 0,45%, aos 27.244,28 pontos, na segunda máxima histórica consecutiva. O S&P 500 terminou praticamente estável, aos 7.764,64 pontos, menos de 0,5% abaixo de seu recorde, enquanto o Dow Jones recuou 0,36%, para 51.863,69 pontos.
A Micron avançou 5% e a Sandisk ganhou quase 7%, ampliando o movimento positivo do setor de chips. O mercado repercutiu a forte recepção ao Muse, assistente de IA da Meta capaz de executar tarefas como enviar e-mails e realizar transações. A tecnologia, porém, também aumentou a preocupação com possíveis impactos sobre empresas que prestam serviços diretamente ao consumidor.
Entre as companhias pressionadas por esse cenário, Uber e Lyft perderam mais de 1%, Airbnb caiu 3% e Charles Schwab recuou 6,1%. O setor financeiro também teve desempenho negativo, com JPMorgan Chase e Wells Fargo registrando perdas superiores a 3%. Dos 11 setores do S&P 500, seis fecharam em baixa.
No cenário macroeconômico, o petróleo oscilou perto de US$ 100 por barril e o rendimento dos Treasuries de dez anos ficou em torno de 4,94%, enquanto investidores acompanharam as tensões no Oriente Médio e aguardavam a cúpula entre Estados Unidos e China. O encontro pode trazer novos sinais sobre a trégua comercial e discussões envolvendo a regulamentação da inteligência artificial.
A política monetária também permaneceu no radar. A presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, afirmou ter apoiado a alta dos juros na reunião anterior devido aos riscos inflacionários. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, o mercado atribuía probabilidade de 53% a um novo aumento de pelo menos 0,25 ponto percentual na reunião de outubro.









