O Pix já superou as transações realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques

O Pix, ferramenta de transferência instantânea de recursos que surgiu inicialmente como uma alternativa às transações bancárias, em pouco mais de um ano já superou as transações realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques.

Tamanha adesão fez com que o Banco Central incluísse novas modalidades e já estão em estudo novas funcionalidades para 2022. As últimas novidades apresentadas foram o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro permite que o usuário transfira recursos para uma conta Pix em pontos que ofertarem o serviço e saque o dinheiro em espécie. O segundo também é um saque, mas atrelado a uma compra, ou seja, permite que o cliente transfira, para a conta de estabelecimentos comerciais, quantias maiores que o valor da compra e receba a diferença em forma de troco.

Como usar o Pix Saque e Pix Troco

O Banco Central já previa que a disponibilização dos serviços seria feita de forma gradual, uma vez que ela é facultativa. Aos comerciantes que já aceitam Pix por meio de QR Code, o processo para a disponibilizar os novos serviços é simples. O primeiro passo é definir o produto: apenas o Pix Saque, apenas o Pix Troco ou ambos. O estabelecimento comercial também vai estabelecer as condições como horários, dias e valores. É necessário, ainda, firmar contrato com uma instituição participante do Pix para viabilizar sua atuação como agente de saque.

Já os usuários precisam procurar estabelecimentos comerciais que já tenham aderido à ferramenta de Troco e Saque. Na primeira opção, alguém que vá a uma padaria, por exemplo, e precisa pagar R$ 22, o valor da compra, pode passar um Pix de R$ 32 e receber os R$ 10 reais de troco em dinheiro.

No Pix Saque, a pessoa pode sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais sem a necessidade de ter feito compras no local. A loja funciona como um “agente de saque”. Não é necessário ter um cartão do banco, bastando usar apenas o celular, que vai ler o QR Code para realizar a transação.

Ana Oliveira, 35 anos, professora do Distrito Federal, descobriu as novidades do Pix recentemente e destacou a liberdade de escolha na hora de sacar dinheiro, já que antes só conseguia fazer isso em bancos ou caixas eletrônicos, que muitas vezes não estão disponíveis.

“Com essa nova funcionalidade, deixa a gente com mais liberdade, né? A gente não fica tão preso ao banco 24 horas ou qualquer outra agência. Fica mais fácil de ir a qualquer estabelecimento e realizar esse novo procedimento do Pix”, destaca Ana.

PIX: Limites e custos

As novas funções do Pix contam com um limite: as transações não podem ser superiores a R$ 500 durante o dia, ou seja, das 6h às 20h, segundo o Banco Central, nem maior que R$ 100 no período noturno. O cliente tem direito a fazer oito transações do tipo por mês sem pagar nada. A partir da nona transação, pode ser cobrada uma tarifa, o que varia de acordo com o agente financeiro.

Os estabelecimentos comerciais que oferecerem o serviço também não pagam nada por isso, pelo contrário, recebem. O lojista vai receber de R$ 0,25 a R$ 0,95 por operação – o valor é negociado com a sua instituição de relacionamento.

Segundo o Banco Central, além de facilitar a vida do usuário, o objetivo do Pix Saque e Pix Troco é oferecer alternativas e maior movimentação aos comerciantes. Isso porque, segundo o banco, a oferta do serviço diminui os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços, com o chamado "efeito vitrine".

PIX: Adesão

Atualmente, quase 100 milhões de pessoas no Brasil e quase 8 milhões de empresas usam o Pix. Mais de 770 bancos, cooperativas, financeiras e fintechs oferecem o serviço. Em outubro do ano passado, as transações superaram os R$ 500 bilhões por mês. As novas modalidades, no entanto, ainda carecem de uma maior aderência por parte dos usuários e comerciantes.

Em dois meses de operação, mais de 43 mil pessoas já usaram os novos serviços. O total de transações assinaladas até o fim de janeiro de 2022 foi de 71,7 mil, sendo 70,1 mil do Pix Saque e 1,6 mil do Pix Troco. Porto Alegre (RS) foi a cidade que registrou o maior uso das novas funcionalidades durante o período, com 9,1% de participação. O levantamento aponta, no entanto, que 73% das retiradas de dinheiro por meio do Pix foram feitas em cidades do interior. Dos dez municípios que mais tiveram operações do Pix Saque e do Pix Troco no período, cinco são do interior: Caxias do Sul, Canoas, Viamão, Gravataí e São Leopoldo, todos no Rio Grande do Sul.

Com informações do Brasil 61

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