A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, vai pedir oficialmente ao governo Lula uma ajuda excepcional do Tesouro Nacional para viabilizar um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos ao BRB. O pedido esbarra num obstáculo concreto: o Distrito Federal possui nota C na avaliação de capacidade de pagamento do Tesouro Nacional, abaixo do mínimo de B exigido para que a União conceda garantias em operações de crédito. Sem esse aval, o DF não consegue avançar nas tratativas com o FGC.
O rombo do BRB está calculado em R$ 8,8 bilhões, consequência das operações com o Banco Master que resultaram em ativos fraudulentos no balanço do banco distrital. Para que o BRB continue funcionando, integrantes da instituição estimam que são necessários pelo menos R$ 6,6 bilhões em capital novo. O banco não publicou o balanço de 2025 no prazo legal de 30 de março e pretende regularizar a situação até o fim de maio.
O ex-governador Ibaneis Rocha havia pedido R$ 4 bilhões ao FGC sem obter resposta. O Estadão apurou que o fundo só pretende ajudar o BRB se outros bancos formarem um consórcio para dividir a operação, o que adiciona mais uma camada de complexidade ao processo de salvamento.
Além do FGC, Celina Leão também vai pedir a Lula que interceda junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil para que as instituições comprem ativos do BRB, ajudando a estancar a crise de liquidez. O BRB anunciou acordo para vender R$ 15 bilhões em ativos herdados do Master, mas o sucesso da operação ainda é incerto. Lula havia dado orientação ao governo para se manter afastado do imbróglio do BRB, tornando a receptividade ao pedido de Celina uma incógnita política além do desafio técnico.










