A Azul Linhas Aéreas encerrou o primeiro trimestre de 2026 com forte melhora operacional e redução expressiva do prejuízo em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia aérea reportou prejuízo ajustado de R$ 44,4 milhões entre janeiro e março, contra perdas de R$ 1,82 bilhão registradas um ano antes.
O resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço da rentabilidade operacional da empresa, em meio à melhora das margens e ao crescimento do Ebitda. Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, a receita líquida da companhia somou R$ 5,47 bilhões no trimestre, alta de 1,4% na comparação anual.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 1,699 bilhão, avanço de 22,6% frente ao primeiro trimestre de 2025. Com isso, a margem Ebitda subiu de 25,7% para 31,1%, indicando melhora relevante na eficiência operacional da companhia.
Os números refletem uma recuperação gradual da Azul após um período marcado por pressão elevada de custos financeiros, impacto cambial e aumento das despesas operacionais no setor aéreo. O desempenho operacional mais forte ocorre em meio aos esforços da companhia para reforçar geração de caixa e reorganizar sua estrutura financeira.
Nos últimos meses, a Azul também vinha buscando reduzir pressão sobre o endividamento e melhorar indicadores operacionais em meio ao ambiente ainda desafiador para o setor aéreo.
Apesar da melhora no resultado trimestral, o cenário para as companhias aéreas segue pressionado por fatores como volatilidade do petróleo, câmbio elevado e custos financeiros ainda altos no Brasil e no exterior.









