A Petrobras voltou a ocupar o topo das recomendações de dividendos entre analistas e corretoras para o mês de maio, consolidando a preferência do mercado por empresas com elevada geração de caixa e capacidade recorrente de distribuição de proventos.
Levantamento realizado com base em 15 carteiras recomendadas mostrou que a estatal apareceu em 11 portfólios voltados para dividendos, liderando com folga as indicações do mês.
Na sequência, Itaú Unibanco e Vale dividiram a segunda posição, ambos presentes em nove carteiras recomendadas.
A manutenção da Petrobras entre as principais escolhas do mercado ocorre em meio à percepção de que a companhia segue combinando geração robusta de caixa, valuation descontado e dividend yield considerado atrativo, mesmo em um cenário ainda marcado por volatilidade no petróleo e incertezas externas.
O Banco Safra, que mantém a estatal em sua carteira, avalia que os resultados financeiros da companhia devem continuar sustentados no curto e médio prazo, especialmente com os atuais níveis da commodity no mercado internacional.
Os analistas também destacam que a Petrobras possui margem para ajustar investimentos previstos no plano de capex caso o petróleo recue de forma mais intensa, preservando assim a capacidade de distribuição de dividendos.
Além disso, o Safra afirma que a companhia segue negociando com desconto em relação a grandes petrolíferas globais e abaixo de sua média histórica de valuation.
O BTG Pactual também reforçou a presença da Petrobras em sua seleção mensal e chamou atenção para a combinação entre escala, baixo custo de produção no pré-sal e potencial de valorização ligado ao cenário político brasileiro.
Na avaliação do banco, a estatal reúne características raras entre empresas de mercados emergentes, incluindo grande porte, integração operacional e elevada produtividade nos campos do pré-sal.
Os analistas do BTG ainda afirmam que a Petrobras pode se beneficiar de uma eventual redução do custo de capital em meio ao ciclo eleitoral brasileiro, além de enxergarem uma postura mais pragmática do governo na política de preços e na governança da companhia.
Segundo o banco, a melhora da previsibilidade do fluxo de caixa e o retorno elevado aos acionistas continuam sustentando a atratividade da ação.
Entre os bancos, o Itaú segue como um dos principais nomes ligados à distribuição recorrente de proventos.
A Planner destacou que o banco mantém uma combinação de carteira saudável, controle de inadimplência, eficiência operacional e geração consistente de caixa.
Outro ponto ressaltado pela corretora é a política recorrente de remuneração aos acionistas. Atualmente, o Itaú realiza pagamentos mensais de juros sobre capital próprio (JCP), além de distribuições complementares trimestrais.
Já a Vale continua aparecendo entre as preferidas das casas de análise devido à previsibilidade operacional e à elevada geração de caixa, mesmo em um ambiente ainda desafiador para commodities metálicas.
A Empiricus Research afirma que os investimentos feitos pela mineradora nos últimos anos ajudaram a ampliar eficiência operacional, elevar produção e reduzir impactos de paralisações, contribuindo para diluição de custos.
Na visão da casa, a companhia mantém potencial de retorno relevante aos acionistas por meio de dividendos recorrentes e eventuais distribuições extraordinárias.
O levantamento reforça que, mesmo com o ambiente de juros elevados e maior seletividade do mercado, investidores seguem concentrando preferência em empresas consideradas mais resilientes, com fluxo de caixa previsível, menor alavancagem e histórico consistente de remuneração aos acionistas.
| Empresa | Ticker | Indicações |
| Petrobras | PETR4 | 11 |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 9 |
| Vale | VALE3 | 9 |
| Allos | ALOS3 | 8 |
| Copel | CPLE6 | 6 |
| Bradesco | BBDC4 | 6 |
| Itaúsa | ITSA4 | 6 |
| Telefônica Brasil | VIVT3 | 5 |
| Axia Energia | AXIA3 | 5 |









