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BTG lucra R$ 4,8 bilhões e abre distância dos grandes bancos em rentabilidade

Banco alcançou ROE de 26,6% e superou Itaú, Santander e Bradesco em rentabilidade

O BTG Pactual começou 2026 ampliando a distância em rentabilidade para os principais bancos do país e consolidando seu avanço em meio a um ambiente ainda pressionado por juros elevados.

O banco registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (11).

O desempenho veio acompanhado de um novo avanço na rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 26,6%, alta superior a 3,4 pontos percentuais na comparação anual.

Apesar de o indicador ter recuado um ponto percentual em relação ao quarto trimestre do ano passado, o BTG permaneceu com o maior nível de rentabilidade entre os grandes bancos brasileiros.

Com isso, o banco ultrapassou o Itaú e ampliou a diferença no indicador mais observado pelo mercado financeiro para medir eficiência e capacidade de geração de valor aos acionistas.

No mesmo período, o Itaú encerrou o trimestre com ROE próximo de 24%, enquanto Santander e Bradesco ficaram bem abaixo desse patamar, com retornos de 16% e 15,8%, respectivamente.

O resultado reforça o posicionamento do BTG entre os poucos bancos brasileiros que conseguem sustentar rentabilidade acima de 20% mesmo em um cenário de juros elevados, desaceleração econômica e maior seletividade no crédito.

A expansão do lucro também chama atenção porque ocorre em um momento em que a taxa Selic permanece em torno de 15%, pressionando o custo de capital, o consumo e parte relevante das operações financeiras do sistema bancário.

Nos últimos trimestres, o BTG vem ampliando receitas em áreas como banco de investimento, gestão de recursos, wealth management, crédito corporativo e mercado de capitais, reduzindo a dependência de linhas tradicionais mais sensíveis ao ciclo econômico.

O mercado acompanha especialmente a capacidade do banco de manter crescimento acelerado sem deterioração relevante dos indicadores de risco, ponto que vinha sendo observado com cautela diante do ambiente macroeconômico mais desafiador.

Além do avanço operacional, o desempenho reforça a percepção de investidores de que o BTG continua ganhando participação em segmentos considerados mais rentáveis do sistema financeiro brasileiro.

O resultado também mantém o banco em posição de destaque entre instituições financeiras listadas na bolsa brasileira, em um momento em que concorrentes tradicionais ainda seguem em processo de recuperação gradual de rentabilidade e qualidade de crédito.

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