A Caixa Asset anunciou a criação de uma nova frente de atuação no mercado imobiliário por meio da estruturação de fundos de investimento imobiliário (FIIs) com foco prioritário em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).
Para viabilizar os produtos, a gestora selecionou três casas especializadas no segmento: RB Asset, TG Core e RBR. Os fundos serão estruturados em regime de cogestão entre a Caixa Asset e as gestoras parceiras.
Segundo a instituição, os veículos também poderão ser distribuídos por terceiros no mercado, ampliando o alcance das operações junto aos investidores.
A definição final das características dos fundos ainda está em desenvolvimento. Entre os pontos que seguem em análise estão a política de investimentos, critérios de elegibilidade dos ativos, estrutura de governança e parâmetros de risco das carteiras.
A iniciativa marca a ampliação da atuação da Caixa Asset no segmento de real estate dentro do mercado de capitais, utilizando instrumentos ligados ao crédito imobiliário como principal eixo de alocação.
Os certificados de recebíveis imobiliários são títulos de renda fixa lastreados em créditos do setor imobiliário e amplamente utilizados em estratégias de FIIs de papel, segmento que ganhou relevância nos últimos ciclos de juros elevados devido à indexação de parte das operações ao CDI e à inflação.
O diretor-presidente da Caixa Asset, Ricardo Rios, afirmou que a percepção da instituição é de melhora gradual do ambiente para fundos imobiliários diante da expectativa de estabilização e redução da taxa básica de juros.
Segundo o executivo, a combinação entre gestão profissional e exposição ao mercado imobiliário tende a aumentar a atratividade relativa dos FIIs de crédito em um cenário de transição monetária.
Rios também afirmou que a estratégia da Caixa será construída de forma gradual e em parceria com gestores especializados, priorizando governança e estrutura profissional de gestão.
O movimento ocorre em um momento de recuperação parcial da indústria de fundos imobiliários na B3, após um período de forte pressão sobre os ativos provocado pelo ciclo de juros elevados e pela migração de recursos para aplicações de renda fixa.
Nos últimos meses, investidores passaram a monitorar com maior atenção segmentos ligados a crédito imobiliário, especialmente diante da expectativa de melhora gradual das condições financeiras e reprecificação dos ativos do setor.










