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Juros ainda altos e avanço das dívidas reforçam importância da educação financeira

O avanço do endividamento reforça a importância da educação financeira para decisões mais conscientes e maior segurança em períodos de crédito caro

Mesmo após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que reduziu, na última quarta-feira (17), a taxa Selic 0,25 ponto percentual, indo para 14,25% ao ano, os juros continuam em níveis elevados, cenário que pressiona famílias e empresas brasileiras.

Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), o cenário de crédito caro tem contribuído para o aumento do endividamento, da inadimplência e das dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor produtivo. Atualmente, mais de 81 milhões de brasileiros possuem contas em atraso, enquanto o percentual de famílias endividadas se aproxima da metade dos lares do país.

Os reflexos também atingem as empresas. Em 2025, o número de recuperações judiciais bateu recorde, com 5.680 casos registrados no país. Para a entidade, o custo elevado do capital reduz a viabilidade de investimentos, limita a expansão dos negócios e afeta diretamente a geração de empregos. “Quando o custo financeiro alcança esse nível, muitos projetos deixam de ser viáveis. As empresas reduzem investimentos, adiam contratações e perdem competitividade”, afirmou o presidente da Abrainc, Luiz França.

Embora o ambiente de juros tenha impacto direto sobre a economia, especialistas destacam que a educação financeira é um instrumento fundamental para fortalecer a autonomia da população. O planejamento do orçamento, a formação de reserva financeira e o conhecimento sobre crédito e investimentos ajudam famílias a atravessar ciclos econômicos com maior segurança, reduzindo a dependência de dívidas e tornando o cidadão menos vulnerável às oscilações do sistema financeiro.

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