O agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a dominar os mercados globais nesta quarta-feira (8), elevando a aversão ao risco e impulsionando o preço do petróleo em quase 5%. O movimento pressionou as bolsas internacionais e levou o Ibovespa a operar em queda, refletindo o receio de que a alta da commodity aumente as pressões inflacionárias e dificulte o cenário para os juros ao redor do mundo.
No Brasil, o avanço do petróleo beneficiou as ações da Petrobras, que ajudaram a limitar parte das perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, os papéis da Vale recuaram após o Morgan Stanley reduzir sua recomendação para a mineradora, neutralizando o efeito positivo da alta do minério de ferro no mercado chinês. Empresas mais sensíveis aos juros também sofreram com a expectativa de inflação mais elevada.
Além da geopolítica, os investidores acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos. No entanto, analistas avaliam que o documento deve reforçar a postura cautelosa do Banco Central americano, mantendo o foco do mercado concentrado nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O cenário externo também manteve no radar as discussões sobre possíveis novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Com o ambiente de maior incerteza, especialistas avaliam que os próximos dias devem continuar sendo marcados por forte sensibilidade dos mercados às notícias envolvendo o conflito entre EUA e Irã e seus impactos sobre o petróleo, a inflação e a economia global.









