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B3 cria novos índices de Tesouro IPCA e Nu Asset estreia três ETFs de renda fixa

Novos ETFs da Nu Asset acompanham índices inéditos da B3 e oferecem exposição ao Tesouro IPCA com prazo constante

A B3 ampliou sua família de índices de renda fixa com o lançamento de três indicadores voltados ao Tesouro IPCA, desenvolvidos em parceria com a Nu Asset. Ao mesmo tempo, a gestora do Nubank anunciou três novos ETFs (fundos de índice) que acompanharão esses indicadores e passam a ser negociados na Bolsa a partir desta sexta-feira (17).

Os novos fundos são o NB0211, com prazo-alvo de dois anos, o NB0511, com prazo de cinco anos, e o NB1011, com prazo de dez anos. A proposta é oferecer aos investidores exposição a títulos públicos indexados à inflação mantendo um prazo médio constante, característica que os diferencia dos ETFs tradicionais de renda fixa.

Os índices terão suas carteiras teóricas rebalanceadas trimestralmente, sempre nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Com isso, a B3 amplia sua linha de indicadores de renda fixa, que já inclui índices relacionados a debêntures, Tesouro Selic e Letras Financeiras.

Segundo a Nu Asset, a principal diferença em relação aos ETFs tradicionais de inflação é que os novos produtos seguem um prazo-alvo fixo. Enquanto índices amplos, como o IMA-B, têm duração média que varia ao longo do tempo conforme as emissões do Tesouro Nacional, os novos ETFs buscam preservar um horizonte de investimento constante.

De acordo com Andrés Kikuchi, CEO e CIO da gestora, essa estrutura proporciona maior previsibilidade ao comportamento dos fundos, facilitando o planejamento dos investidores e tornando mais claro o nível de sensibilidade às oscilações das taxas de juros.

A composição dos índices também busca reduzir riscos específicos. Metade da carteira é destinada a um “título âncora”, correspondente ao Tesouro IPCA cujo vencimento está mais próximo do prazo-alvo do índice. Os outros 50% são distribuídos entre quatro títulos públicos com vencimentos próximos, reduzindo o impacto que oscilações em um único papel poderiam causar sobre o desempenho do ETF.

Os três fundos chegam ao mercado com taxa global de administração de 0,19% ao ano, cota inicial de R$ 50 e tributação de 15% de Imposto de Renda sobre os ganhos, seguindo a regra aplicável aos ETFs de renda fixa.

O lançamento ocorre em um momento de expansão da indústria brasileira de ETFs, que completa 22 anos em 2026, e amplia as alternativas para investidores que buscam proteção contra a inflação por meio de títulos públicos, sem a necessidade de administrar individualmente uma carteira de Tesouro IPCA.

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