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Tecnologia domina 5 dos 10 ETFs mais rentáveis do semestre

Levantamento da Quantum Finance mostra que o CHIP11 rendeu 69,71% em seis meses e liderou o ranking de ETFs da B3

Um levantamento da Quantum Finance, com data-base de 30 de junho, aponta o CHIP11 como o ETF mais rentável negociado na B3 no primeiro semestre de 2026. O fundo, administrado pela gestora Investo, acumulou valorização de 69,71% no período e ocupa a primeira posição entre os dez ETFs de melhor desempenho da bolsa brasileira no semestre.

O CHIP11 replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25, o mesmo indicador seguido pelo SMH, ETF americano da VanEck negociado na Nasdaq. A carteira reúne empresas globais de semicondutores, entre elas Nvidia, Taiwan Semiconductor, Broadcom e AMD, com concentração majoritária nos Estados Unidos e exposição adicional a companhias de Taiwan e da Holanda. Lançado em 2024 e administrado pelo Banco BNP Paribas Brasil, o fundo soma atualmente 5.185 cotistas.

Na sequência do ranking aparecem outros quatro ETFs ligados a tecnologia. O QQQQ11, da Buena Vista, que acompanha uma versão de maior volatilidade do Nasdaq 100, teve retorno de 31,49%. O TECX11, do Bradesco, referenciado no índice chinês ChiNext, avançou 27,26%. O UTEC11, da XP Asset, ligado ao Bloomberg US 3000 Technology, rendeu 18,54%, enquanto o USTK11, também da Investo, que segue o índice MSCI US IMI Information Technology 25/50, fechou o semestre com alta de 17,91%. Juntos, os cinco primeiros colocados do ranking têm em comum a exposição, direta ou indireta, ao setor de tecnologia americano e asiático.

A sexta posição do ranking foge desse padrão. O BBOI11, da BB Asset, que replica os contratos futuros de boi gordo negociados na B3, registrou retorno de 15,38% no semestre. Logo depois aparece o SPUB11, da Safra Asset Management, ligado a um índice de estatais do Ibovespa, com valorização de 15,26%. Segundo o levantamento, o fundo tinha apenas um cotista na data-base considerada, o que restringe a leitura desse resultado a uma posição isolada, e não a um comportamento de mercado.

As três últimas posições do ranking pertencem a fundos com algum tipo de referência ao mercado americano e proteção cambial. O SPBZ11, do BTG Pactual, que acompanha contratos futuros do S&P 500 ajustados pela variação do dólar, teve retorno de 14,02%. O SPXR11, do Itaú Asset, que replica o S&P 500 em reais, avançou 13,68% e é o ETF com maior número de cotistas do grupo, com 10.717 investidores. Fecha a lista o ELAS11, da Safra Asset Management, referenciado no índice Teva ESG Mulheres na Liderança, com valorização de 12,91% no período.

No total, o levantamento reforça que a maior parte dos ETFs mais rentáveis do semestre esteve concentrada em fundos ligados a tecnologia, com o setor de semicondutores no topo da lista. Fundos de commodities, estatais e proteção cambial completam o ranking, refletindo diferentes teses de investimento negociadas na B3 ao longo dos primeiros seis meses de 2026.

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