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VISC11 negocia venda de shoppings por R$ 160 milhões

Vinci Shopping Centers firma acordo preliminar para vender participações em três empreendimentos e estima ganho líquido de R$ 48 milhões

O fundo imobiliário Vinci Shopping Centers (VISC11) poderá registrar um ganho de capital líquido de aproximadamente R$ 48 milhões, equivalente a R$ 1,66 por cota, com a venda de participações minoritárias em três shopping centers. A operação, avaliada em R$ 160 milhões, faz parte da estratégia de reorganização do portfólio e redução das obrigações financeiras do fundo.

O VISC11 assinou um memorando de entendimentos com empresas ligadas à Argoplan Desenvolvimento e Gestão para negociar a alienação de fatias do Prudenshopping, em Presidente Prudente (SP), do Campinas Shopping, em Campinas (SP), e do Shopping Praia da Costa, em Vila Velha (ES).

A negociação prevê a transferência de 10% do Prudenshopping, 10% do Campinas Shopping e 15% do Shopping Praia da Costa. Caso a transação seja concluída, o fundo continuará com participações de 63%, 45% e 83,7% nos respectivos empreendimentos, preservando sua exposição aos resultados operacionais dos três ativos.

A Argoplan já é responsável pela administração do Prudenshopping e do Campinas Shopping. Como parte do acordo, também passará a administrar o Shopping Praia da Costa, atualmente sob gestão da Soul Malls.

O pagamento será realizado em quatro parcelas de R$ 40 milhões. A primeira está prevista para o fechamento da operação, enquanto as demais serão quitadas em 12, 24 e 36 meses, com correção pela variação positiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo estimativas divulgadas pelo fundo, a venda poderá proporcionar ganho de capital bruto de aproximadamente R$ 50 milhões, correspondente a R$ 1,74 por cota. Depois de consideradas as despesas financeiras associadas à antecipação de obrigações vinculadas aos imóveis, o resultado líquido projetado cai para R$ 48 milhões, ou R$ 1,66 por cota.

A operação também deverá contribuir para a recomposição do caixa e a redução do endividamento do VISC11. A gestão estima um reforço de aproximadamente R$ 100 milhões na posição financeira do fundo, além de uma redução de cerca de 24% nas obrigações líquidas de aplicações financeiras.

A iniciativa dá continuidade ao processo de reciclagem de ativos conduzido pela administração, que vem negociando participações em empreendimentos do portfólio para liberar recursos e diminuir compromissos financeiros. Essa estratégia permite ao fundo obter liquidez sem necessariamente se desfazer integralmente dos imóveis.

Para os cotistas, o ganho de capital estimado representa um resultado potencial da venda dos ativos, mas não corresponde a uma distribuição de rendimentos já anunciada. A eventual transferência desses valores aos investidores dependerá da conclusão da operação, do resultado efetivamente apurado e das decisões de distribuição do fundo.

O memorando estabelece as bases da negociação, mas não equivale à conclusão definitiva da venda. Os efeitos financeiros projetados permanecem condicionados à formalização e ao fechamento da transação.

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