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Ibovespa salta aos 158 mil pontos e dólar recua: o que impulsiona os mercados nesta terça (11)?

Expectativas de corte na Selic para 2026, alta das commodities e alívio político nos EUA impulsionam o Ibovespa a novo recorde e mantêm a bolsa em trajetória de valorização.

O Ibovespa alcançou nesta terça-feira (11) um novo recorde histórico, aos 158.077 pontos, acumulando 15 pregões consecutivos de alta — a maior sequência em mais de três décadas. O avanço de 1,82% no início do dia reflete um conjunto de fatores domésticos e externos que impulsionam o apetite por risco, em meio a expectativas de queda dos juros e melhora do ambiente inflacionário.

O movimento foi favorecido por dados de inflação abaixo do esperado e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O IPCA de outubro subiu 0,09%, ante 0,48% em setembro, acumulando 3,73% no ano e 4,68% em 12 meses.

A ata do Copom indicou que o Banco Central vê sinais positivos na política atual de juros e que a recente mudança no Imposto de Renda tende a reduzir riscos inflacionários. Analistas do Itaú BBA interpretaram o tom do documento como mais otimista, o que aumentou as apostas de corte da Selic já no início de 2026.

O Banco Pine também avalia que o cenário já permite o início da redução dos juros, embora reconheça que o BC deve aguardar o primeiro trimestre de 2026. No mesmo sentido, o economista André Valério, do Inter, prevê um corte inicial de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,75% ao ano. Já para a XP, ainda é cedo para antecipar mudanças, destacando que a inflação segue vulnerável a fatores externos e climáticos.

No câmbio, o dólar recuava diante do real e de outras moedas globais, operando a R$ 5,26 (-0,75%) por volta das 11h. O movimento reflete a melhora do sentimento de risco após o Senado dos Estados Unidos aprovar um acordo para encerrar o shutdown do governo, o mais longo da história do país. A proposta ainda será votada pela Câmara e, em seguida, encaminhada ao presidente Donald Trump para sanção.

A combinação de expectativas de queda dos juros no Brasil, avanço das commodities e melhora do ambiente político nos Estados Unidos reforçou o otimismo dos investidores, consolidando o Ibovespa em patamar recorde e sustentando a trajetória de valorização da bolsa brasileira.

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