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Argentina encerra 2025 com segundo ano consecutivo de superávit fiscal

Ministro da Economia afirma que país teve superávit primário e financeiro em 2025

A Argentina encerrou 2025 com superávit fiscal primário e financeiro pelo segundo ano consecutivo, segundo informações divulgadas pelo ministro da Economia, Luis Caputo. De acordo com o ministro, o setor público nacional registrou superávit primário de 11,77 trilhões de pesos e superávit financeiro de 1,45 trilhão de pesos no acumulado do ano, o equivalente a aproximadamente 1,4% e 0,2% do Produto Interno Bruto, respectivamente.

Os dados foram apresentados em publicação nas redes sociais, na qual Caputo destacou que, apesar do resultado positivo no ano, o mês de dezembro apresentou déficit fiscal, movimento considerado compatível com a sazonalidade das despesas públicas. No último mês de 2025, o setor público nacional registrou déficit primário de 2,88 trilhões de pesos e déficit financeiro de 3,29 trilhões de pesos.

Segundo o ministro, este foi o primeiro biênio desde 2008 em que a Argentina conseguiu manter superávit financeiro em base caixa por dois anos consecutivos, mesmo com o pagamento integral dos serviços da dívida pública. O resultado ocorre no contexto do programa de ajuste fiscal implementado pelo governo argentino.

Caputo afirmou ainda que o gasto primário do governo em 2025 foi 27% menor, em termos reais, do que o registrado em 2023. De acordo com ele, o ajuste foi acompanhado da preservação e ampliação de programas sociais voltados às camadas mais vulneráveis da população. Os gastos com o Auxílio Universal por Filho e com o Cartão Alimentar teriam crescido 43% em termos reais entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025.

O desempenho fiscal também superou a meta nominal acordada com o Fundo Monetário Internacional após a primeira revisão do programa econômico. Pelos parâmetros definidos em julho, a Argentina deveria alcançar aproximadamente 10,4 trilhões de pesos de superávit primário, valor que foi superado em cerca de 1,3 trilhão de pesos.

Em termos de proporção do PIB, a meta indicativa acordada com o FMI era de 1,6%, ligeiramente acima do resultado informado pelo governo. Ainda assim, segundo avaliação do jornal Ámbito Financiero, a expectativa predominante é de que o compromisso seja considerado cumprido na próxima revisão do programa, prevista para fevereiro.

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