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DIs sobem levemente após IPCA em linha, mas serviços ainda travam alívio maior

Curva de juros reage com cautela ao IPCA de janeiro; desaceleração dos serviços ajuda, mas núcleos seguem pressionados e mantêm ajustes moderados nos DIs

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) operaram com leves altas nesta terça-feira (10), refletindo a leitura de um IPCA de janeiro praticamente em linha com as projeções, mas com sinais mistos na composição. Às 10h27, o DI janeiro/2028 subia para 12,685% e o DI janeiro/2035 marcava 13,430%, em movimento contido diante da cautela com os preços de serviços.

Segundo o IBGE, o IPCA avançou 0,33% no mês, repetindo dezembro e alinhado às expectativas, enquanto a inflação em 12 meses acelerou para 4,44%. A abertura mostrou forte desaceleração dos serviços no agregado, mas os núcleos — especialmente os ligados ao mercado de trabalho — permaneceram pressionados, mantendo a leitura mais conservadora para a política monetária.

Na B3, as opções de Copom indicavam maior probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, com chances menores para ajustes de 25 ou 75 pontos. Ainda assim, declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o nível elevado dos juros reais e a importância de preservar a autonomia do Banco Central do Brasil adicionaram ruído ao debate.

No exterior, a queda dos rendimentos dos Treasuries ajudou a aliviar a pressão sobre a ponta longa da curva local. O rendimento do título americano de 10 anos recuava para 4,17%, contribuindo para limitar movimentos mais intensos nos DIs enquanto o mercado digere a composição do IPCA e ajusta expectativas para as próximas decisões do Copom.

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