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Governo autua Vibra, Ipiranga e Raízen e exige explicações sobre alta de preços dos combustíveis

A força-tarefa reúne Senacon ANP Senasp e PF e desde segunda já alcançou 145 postos e 17 distribuidoras em 12 estados e 63 municípios

A pressão do governo federal sobre as distribuidoras de combustíveis escalou nesta quinta-feira (19) com a chegada da força-tarefa federal a São Paulo e a abertura simultânea de duas frentes de notificação contra as principais empresas do setor. A ANP autuou a Vibra, a Ipiranga e a Nexta Distribuidora durante fiscalização realizada na capital paulista. Em paralelo, a Senacon concedeu prazo de 48 horas para que Vibra, Ipiranga e Raízen apresentem esclarecimentos detalhados sobre seus custos operacionais e eventuais aumentos de preços sem justificativa. As três empresas respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional e terão até a tarde de sábado (21) para fornecer as informações.

As companhias notificadas afirmaram que prestarão os esclarecimentos solicitados e atribuíram os reajustes às dinâmicas do mercado global de combustíveis, argumento que o governo tem contestado ao apontar que parte dos aumentos nas bombas não encontra respaldo nas variações do petróleo ou nos preços praticados pela Petrobras nas refinarias.

A operação em São Paulo integra uma força-tarefa que reúne a Senacon, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a ANP e a Polícia Federal, e que já havia iniciado ações em outros estados antes de chegar à principal praça do país. O Ministério da Justiça classificou a expansão para São Paulo como estratégica dado o peso do estado na formação de preços para o restante do país. No Distrito Federal, onde as fiscalizações começaram na quarta-feira (18), a ANP já havia autuado seis distribuidoras por indícios de abusividade: Nexta, Ciapetro, TDC, Raízen, Ipiranga e Masut.

O alcance das ações desde o início da semana é expressivo. Desde segunda-feira (16), o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, que articula Procons municipais e estaduais com a Senacon, atingiu 145 postos e 17 distribuidoras em 12 unidades da federação e 63 municípios, configurando a maior operação de fiscalização de preços de combustíveis dos últimos anos.

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