Um mercado de capitais forte não se constrói apenas com produtos financeiros sofisticados, tecnologia ou regulação. Ele começa antes, na base educacional, no domínio da matemática e na capacidade de tomada de decisão ao longo do tempo. É com essa lógica que a B3 direciona mais de R$ 25 milhões em 2026 para iniciativas de educação, tratando o tema como vetor estrutural para ampliar a base de investidores e sustentar o desenvolvimento econômico no país.
A estratégia está organizada em três frentes: educação pública, formação financeira e cultura de longo prazo. Por meio da B3 Social, a atuação alcança milhões de pessoas com foco em qualificação de professores, melhoria da gestão escolar e inovação pedagógica, enquanto a B3 Educação oferece mais de 200 cursos gratuitos e articula parcerias com instituições como Insper, FIA e Ibmec, além de cooperação com CVM e Banco Central do Brasil. Para o mercado, esse movimento reduz assimetria de informação e melhora a qualidade da alocação de capital.
Iniciativas como a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira, desenvolvida com o Tesouro Nacional, ampliam o alcance ao introduzir educação financeira e investimento desde a base escolar. O efeito esperado, sob a ótica de quem acompanha o mercado, é estrutural: maior participação de investidores, horizonte mais longo nas decisões e redução de distorções comportamentais ao longo dos ciclos econômicos.









