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Inflação oficial fica em 0,67% em abril com acumulado de 4,39% em 12 meses

O resultado ficou levemente abaixo das projeções de 0,69% mensais e 4,4% anuais da Reuters

O IPCA registrou alta de 0,67% em abril, levemente abaixo da expectativa de 0,69% levantada pela Reuters, acumulando 4,39% em 12 meses, também um toque abaixo dos 4,4% projetados. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE.

O grupo alimentação e bebidas foi o principal vetor de pressão, com alta de 1,34% e impacto de 0,29 ponto percentual no índice. A alimentação no domicílio subiu 1,64%, com destaque para cenoura, que disparou 26,63%, leite longa vida, com alta de 13,66%, cebola, com 11,76%, tomate, 6,13%, e carnes, 1,59%. Café moído e frango em pedaços ofereceram alívio, recuando 2,30% e 2,14%, respectivamente. O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, atribuiu as altas à restrição de oferta em alguns itens, ao clima seco que reduz pastagens e eleva custos com ração, e ao repasse do custo de frete pelos combustíveis.

O grupo saúde e cuidados pessoais avançou 1,16%, com produtos farmacêuticos subindo 1,77% após a autorização de reajuste de até 3,81% nos medicamentos a partir de 1º de abril, e artigos de higiene pessoal crescendo 1,57%. Gonçalves destacou que o reajuste de medicamentos foi menor do que o de 5,09% autorizado em 2025 e que o câmbio mais favorável em 2026 aliviou os custos dos insumos importados para a indústria farmacêutica.

Em habitação, o grupo subiu 0,63%, com gás de botijão avançando 3,74% e energia elétrica residencial subindo 0,72%, incorporando reajustes de até 14,66% no Rio de Janeiro. Campo Grande, Salvador, Recife, Aracaju e Fortaleza também tiveram altas de energia no mês.

O grupo transportes foi o destaque de queda, desacelerando de 1,64% em março para apenas 0,06% em abril. A passagem aérea recuou 14,45% e o ônibus urbano caiu 1,13% pelo efeito das gratuidades aos domingos e feriados em diversas capitais. No lado das altas dentro do grupo, o diesel subiu 4,46%, a gasolina desacelerou mas ainda avançou 1,86%, sendo o subitem com maior impacto individual no índice, de 0,10 ponto percentual.

Regionalmente, Goiânia registrou a maior variação, de 1,12%, influenciada pela alta da gasolina em 5,77% e pela água e esgoto, com 4,80%. Brasília teve a menor variação, de 0,16%, beneficiada pela queda de 10,88% nas passagens aéreas e recuo de 1,03% na gasolina.

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