A Itaú Asset ampliou sua linha de ETFs de renda fixa com o lançamento do CDIB11, um novo fundo de índice pós-fixado que busca combinar a previsibilidade dos investimentos atrelados ao CDI com uma estrutura tributária mais eficiente para o investidor.
O produto chega ao mercado em um momento de crescente popularidade dos ETFs de renda fixa, que vêm ganhando espaço como alternativa a aplicações tradicionais, como fundos DI, Tesouro Selic e Certificados de Depósito Bancário (CDBs), especialmente para investidores que buscam reserva de emergência, liquidez e preservação de capital.
O CDIB11 terá taxa total de administração de 0,15% ao ano e investimento inicial acessível, a partir de R$ 50. A proposta é atender investidores conservadores interessados em manter recursos em aplicações de baixo risco, mas que também desejam reduzir o impacto da tributação sobre os rendimentos ao longo do tempo.
A principal diferença do novo ETF em relação ao LFTI11, lançado pela própria Itaú Asset no fim de 2025, está justamente na estrutura fiscal. Enquanto o LFTI11 investe exclusivamente em títulos indexados à Selic e está sujeito a uma alíquota de Imposto de Renda de 25%, o CDIB11 foi estruturado para se enquadrar em uma tributação menor.
Isso ocorre porque cerca de 10% da carteira é composta por NTN-Bs de prazo mais longo, títulos públicos indexados à inflação. Essa composição permite que o fundo seja tributado à alíquota de 15%, percentual considerado mais atrativo para investidores de longo prazo.
Segundo a gestora, o objetivo é preencher uma lacuna existente entre os produtos tradicionais de liquidez diária e os ETFs de renda fixa já disponíveis no mercado. A estratégia procura preservar a estabilidade característica dos ativos pós-fixados, ao mesmo tempo em que oferece uma vantagem tributária capaz de melhorar o retorno líquido do investidor.
A Itaú Asset destaca que o produto foi desenvolvido para funcionar como uma parcela conservadora da carteira, servindo como alternativa para gestão de caixa, reserva de liquidez e alocação de curto e médio prazo.
De acordo com Renato Eid, superintendente da Itaú Asset, o CDIB11 foi pensado para investidores que priorizam segurança, previsibilidade e eficiência tributária.
“Enxergamos o CDIB11 como uma solução para a parcela conservadora do patrimônio, destinada a investidores que buscam um porto seguro dentro da renda fixa, mas que desejam maior eficiência tributária e flexibilidade na gestão do caixa ao longo do tempo”, afirma o executivo.
Além da proposta tributária diferenciada, a gestora também destaca o potencial de desempenho do produto. Segundo simulações realizadas pela própria instituição, o ETF apresentou resultados capazes de superar o CDI em determinadas janelas de análise.
Nos testes históricos realizados pela gestora, o retorno da estratégia chegou a exceder o CDI em até 0,64 ponto percentual em períodos móveis de 36 meses, resultado atribuído à combinação entre os títulos pós-fixados e a exposição parcial aos papéis indexados à inflação.
O lançamento ocorre em um cenário de juros elevados no Brasil, com a taxa Selic em 14,5% ao ano, ambiente que tem impulsionado a demanda por produtos de renda fixa. Nesse contexto, gestoras e bancos vêm ampliando a oferta de ETFs voltados ao investidor conservador, utilizando estruturas que buscam unir liquidez, baixo custo e eficiência fiscal.









