Após liderarem os aportes na Bolsa brasileira ao longo de 2025, os investidores estrangeiros começaram a reduzir a exposição ao mercado local. Dados da B3 mostram que, em junho, houve saída líquida de R$ 7,78 bilhões no mercado secundário. Apesar do movimento, o saldo acumulado do ano permanece positivo em R$ 33,8 bilhões.
Segundo Bruno Henriques, head de renda variável do BTG Pactual, o fluxo positivo observado nos primeiros meses do ano foi impulsionado pela expectativa de cortes na taxa de juros. No entanto, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e as incertezas sobre o cenário fiscal brasileiro diminuíram o interesse dos investidores internacionais.
Na avaliação do executivo, esses fatores retiraram parte dos principais catalisadores que sustentavam a entrada de capital estrangeiro no país. Com isso, o mercado passou a reavaliar a alocação de recursos, enquanto cresce a atenção para o ambiente econômico e político brasileiro.
Para os próximos meses, Henriques avalia que a volatilidade deve permanecer elevada, influenciada tanto pela evolução do cenário internacional quanto pela aproximação das eleições de 2026. A combinação entre desafios fiscais, expectativas para a política monetária e incertezas eleitorais deve seguir no radar dos investidores.









