O Tesouro Nacional iniciou uma nova operação de captação no mercado internacional, com emissão de títulos de dívida denominados em euros. A transação, segundo fontes de mercado, deve alcançar o volume de 1,5 bilhão de euros e integra a estratégia de diversificação das fontes de financiamento externo do país.
A oferta ocorre após a realização de um non-deal roadshow na semana anterior, etapa em que representantes do governo apresentaram o cenário macroeconômico brasileiro a investidores estrangeiros. Com o início das reuniões formais nesta terça-feira (14), a precificação da emissão está prevista para ocorrer no dia seguinte, conforme o cronograma da operação.
A estrutura da emissão prevê três tranches, com prazos de vencimento de quatro, sete e dez anos. Esse formato permite atingir diferentes perfis de investidores e alongar o prazo médio da dívida externa, ao mesmo tempo em que busca otimizar o custo de captação em moeda estrangeira.
Foram designados como coordenadores da operação os bancos internacionais UBS, BBVA, BNP Paribas e BofA Securities, responsáveis pela intermediação junto aos investidores institucionais.
A emissão em euros ocorre em um contexto de monitoramento das condições financeiras globais, incluindo taxas de juros internacionais e percepção de risco dos mercados emergentes. Operações desse tipo podem contribuir para ampliar a base de investidores e reforçar a gestão da dívida pública federal.









