A Petrobras dominou as carteiras de dividendos para maio segundo levantamento com as principais casas de análise do Brasil. A estatal, que já liderava o ranking das ações mais indicadas do mês, repetiu a posição também entre as preferidas dos analistas para quem investe com foco em renda passiva. O alto retorno oferecido aos acionistas e um valuation ainda considerado atrativo pelos analistas sustentam a preferência pela companhia num ambiente de maior volatilidade nos mercados.
Em momentos de incerteza, as ações pagadoras de dividendos tendem a ganhar destaque por reunir duas características valorizadas pelos investidores: capacidade de geração de caixa relativamente independente do ciclo macroeconômico e previsibilidade na distribuição de proventos. Esse perfil facilita a construção ou o aprimoramento de carteiras voltadas à renda passiva, objetivo de um número crescente de investidores pessoa física no Brasil.
Além da Petrobras, a lista das mais indicadas para dividendos em maio conta com representantes dos setores elétrico, financeiro, de commodities e de shopping centers, refletindo uma composição diversificada que combina diferentes perfis de risco e geração de caixa.
Petrobras (PETR4)
A empresa ostenta um baixo custo de extração de petróleo, que sustenta margens elevadas e forte geração de caixa, destaca a Terra Investimentos. Esse desempenho favorece a manutenção de dividendos relevantes, com expectativa de retorno atrativo aos acionistas, segundo a corretora. Para a Terra, PETR4 combina “valuation atrativo, geração de caixa e potencial de valorização no médio e longo prazo”.
Allos (ALOS3)
A tese está ancorada na nova política de dividendos, que “reposiciona o papel como um ativo de renda em um abiente de juros mais elevados e maior aversão ao risco”, escreve a Ágora Investimentos. Os pagamentos mensais estimados entre R$ 0,28 e R$ 0,30 por ação ao longo de 2026 implicam em um dividend yield em torno de 10%. “O elevado yield passa a atuar como principal âncora de valuation e elemento de proteção relativa do papel, sustentando a permanência de Allos na carteira como veículo de renda recorrente com boa previsibilidade e risco controlado”, avaliam os analistas da Ágora.
Itaú (ITUB4)
O BTG Pactual reconhece o preço “um pouco mais exigente” do papel, mas segue com o Itaú como a principal escolha entre os grandes bancos: “com um balanço patrimonial sólido, o Itaú está muito bem posicionado para proteger a lucratividade em um ambiente mais volátil, sem deixar de oferecer retornos sólidos e pronto para acelerar o crescimento e ganhar participação de mercado, caso as condições se tornem mais favoráveis”.
Copel (CPLE6)
A empresa de energia é uma opção “interessante” no atual cenário de elevada volatilidade, segundo o Santander. O banco diz que a ação está descontada e cita ativos de alta qualidade, baixo perfil de risco e fluxo de dividendos previsível para justificar a inclusão do papel em sua carteira de dividendos.
Vale (VALE3)
Foi uma das inclusões na carteira de dividendos do Itaú BBA em maio. Segundo a instituição, a entrada da mineradora reflete a visão da casa de que a companhia volta a apresentar uma combinação atrativa de geração de caixa robusta, disciplina de custos e forte capacidade de distribuição de proventos, “especialmente em um cenário de normalização operacional e maior previsibilidade na produção de minério de ferro”.
Axia (AXIA3)
O Santander lista a companhia como uma de suas preferidas no setor elétrico após a conclusào do processo de privatização. O banco enxerga potencial de redução em mais de 50% dos custos com pessoal, material, serviços, terceiros e outros (PMSO). “Apesar do desempenho sólido das ações da companhia em 2025 (+89% vs. +34% do Ibovespa), acreditamos que a nova dinâmica dos preços de energia elétrica, aliada ao bom momentum da empresa, justifica um valuation razoável”, escrevem os analistas do banco.
| Ação | Nº de recomendações | Dividend Yield em 12 meses |
|---|---|---|
| Petrobras (PETR4) | 7 | 10,31% |
| Allos (ALOS3) | 6 | 10,99% |
| Itaú (ITUB4) | 5 | 9,90% |
| Copel (CPLE6) | 4 | 9,93% |
| Vale (VALE3) | 4 | 10,37% |
| Axia (AXIA3) | 4 | 8,20% |
Fontes: BTG Pactual, Itaú BBA, Ativa Investimentos, Terra Investimentos, Ágora Investimentos, XP Investimentos, Genial Investimentos, BB Investimentos, Planner Corretora e Economatica









