A proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros gerou preocupação na indústria nacional. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu o fortalecimento das negociações entre os dois países para evitar impactos sobre o comércio bilateral e as cadeias produtivas integradas.
Segundo a entidade, a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica para empresas e consumidores dos dois mercados. A CNI avalia que novas barreiras tarifárias podem reduzir a competitividade dos produtos brasileiros e provocar efeitos negativos para ambos os lados.
Dados da confederação mostram que as exportações brasileiras da indústria de transformação para os Estados Unidos recuaram 4,2% em 2025, somando US$ 30,2 bilhões. Entre os principais segmentos exportadores, setores como produtos de metal, madeira, celulose e papel e veículos registraram as maiores quedas nas vendas ao mercado americano.
A discussão seguirá nas próximas semanas, com audiência pública marcada pelo governo norte-americano para 6 de julho. A CNI pretende participar do debate e atuar junto às autoridades brasileiras e americanas para defender a manutenção do fluxo comercial e minimizar riscos para investimentos, empregos e exportações.










