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BTG Pactual capta até R$ 1 bilhão para novo fundo de infraestrutura

Novo fundo de infraestrutura do BTG Pactual terá gestão de Renato Mazzola e poderá investir em energia, logística, saneamento e telecomunicações

O BTG Pactual encerra nesta sexta-feira (9) a captação de seu quarto fundo de investimentos em infraestrutura, com potencial de levantar até R$ 1 bilhão. O novo veículo amplia a atuação do banco em projetos ligados à economia real e poderá direcionar recursos para empresas dos setores de energia, transporte, saneamento e telecomunicações.

A estratégia de investimentos prevê um mandato amplo, permitindo à gestora selecionar oportunidades em diferentes segmentos da infraestrutura brasileira. O regulamento também admite a concentração de recursos em uma única companhia, característica que oferece flexibilidade para operações de maior porte, mas pode ampliar a exposição do fundo aos resultados de um determinado negócio.

A oferta é destinada exclusivamente a investidores qualificados, categoria que inclui pessoas com mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros, desde que atendidos os requisitos regulatórios aplicáveis.

A condução dos aportes ficará sob responsabilidade de Renato Mazzola, sócio do BTG Pactual que atua nas áreas de infraestrutura e private equity. O executivo representa o banco em empresas como Cosan e V.tal, participações que integram a estratégia de investimentos em companhias e ativos com potencial de desenvolvimento de longo prazo.

A nova captação dá continuidade a uma trajetória iniciada há mais de duas décadas. O primeiro veículo da família, o FIP Brasil Energia, foi estruturado em 2005 e teve suas atividades encerradas em 2022.

Durante seu período de operação, o fundo investiu aproximadamente R$ 1,2 bilhão em oito empresas dos segmentos de geração e transmissão de energia elétrica. Entre as companhias que receberam recursos estavam CPFL e TEVISA.

A segunda iniciativa, denominada Infraestrutura II, teve início em 2013 e reuniu R$ 1,6 bilhão em capital comprometido pelos investidores. Seu portfólio foi formado por cinco ativos, distribuídos entre diferentes áreas da infraestrutura.

Entre os investimentos estavam LAP, Contrail, Sete Brasil, GlobeNet e Tropicália. As operações proporcionaram exposição a negócios de geração de energia renovável, logística, sondas destinadas à exploração de petróleo no pré-sal, cabos submarinos de telecomunicações e transmissão de eletricidade.

A diversidade setorial do portfólio não impediu que o patrimônio do fundo passasse a apresentar elevada concentração em uma única companhia. Segundo os dados divulgados, a Contrail, empresa especializada em logística de contêineres e vinculada às operações do Porto de Santos, representava 96,8% do patrimônio do Infraestrutura II.

O terceiro fundo da série, Infraestrutura III, ampliou a presença do BTG em operações envolvendo grandes grupos empresariais. O veículo participou do investimento realizado na Cosan em 2025, ao lado de outras estruturas administradas pelo banco.

Parte de seus recursos está aplicada em veículos de investimento e ações de empresas ligadas ao conglomerado fundado por Rubens Ometto. A parcela restante está direcionada à Grande Sertão Participações, holding responsável pelo controle de três transmissoras de energia elétrica.

A composição dos fundos anteriores demonstra a utilização de diferentes estruturas de investimento pelo BTG Pactual, desde participações diretas em empresas operacionais até posições em holdings e veículos societários.

O quarto fundo mantém essa flexibilidade, sem estabelecer uma divisão obrigatória de recursos entre os setores elegíveis. A possibilidade de concentrar aportes permite que a gestão direcione uma parcela significativa do patrimônio para oportunidades específicas, conforme as condições de mercado e a avaliação dos ativos.

Com a conclusão da oferta de até R$ 1 bilhão, o BTG Pactual dá sequência à sua estratégia de investimentos privados em infraestrutura, segmento que reúne projetos de longo prazo e demanda volumes elevados de capital para expansão, modernização e operação de ativos.

A efetiva alocação dos recursos dependerá das oportunidades identificadas pela equipe de gestão, das condições negociadas com as empresas e do capital comprometido pelos investidores ao encerramento da captação.

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