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Ibovespa perde fôlego após recorde, mas empresas ainda valem R$ 4,8 trilhões na Bolsa

Após rali histórico, ações passam por realização de lucros e mercado segue com capitalização trilionária

A correção do mercado brasileiro desde a máxima histórica alcançada pelo Ibovespa em abril eliminou R$ 778,1 bilhões em valor de mercado de 305 companhias listadas na B3. Levantamento da consultoria Elos Ayta mostra que, entre 14 de abril e 3 de junho, o valor conjunto dessas empresas recuou de R$ 5,55 trilhões para R$ 4,77 trilhões, acompanhando a queda de 14,26% do principal índice da Bolsa.

O movimento ocorreu após uma forte valorização das ações brasileiras no início do ano, período em que o fluxo estrangeiro foi um dos principais motores da alta. Com a realização de lucros e a retirada líquida de capital internacional em maio — a maior desde 2022 — o mercado passou por uma correção mais intensa. Nesta sexta-feira (5), o Ibovespa voltou a operar em queda após a divulgação de dados de emprego mais fortes que o esperado nos Estados Unidos, cenário que reforçou as apostas em juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo.

Apesar da correção generalizada, algumas empresas conseguiram ampliar seu valor de mercado. O principal destaque foi a Bradsaúde (SAUD3), que adicionou R$ 28,7 bilhões após a reorganização dos ativos de saúde do Bradesco e a estreia da companhia na Bolsa. Entre as empresas já listadas, Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5), Ambev (ABEV3) e Ampla Energia (CBEE3) figuraram entre os maiores avanços do período.

Na ponta oposta, a Petrobras (PETR4) registrou a maior perda de valor de mercado, com redução de R$ 85 bilhões, refletindo a queda dos preços do petróleo. O Itaú Unibanco (ITUB4) perdeu R$ 78,6 bilhões, seguido por Axia Energia (AXIA3), Weg (WEGE3) e BTG Pactual (BPAC11), que também registraram retrações expressivas.

O levantamento mostra que 271 das 305 empresas analisadas encerraram o período em baixa, enquanto apenas 34 apresentaram valorização. Ainda assim, especialistas observam que parte das perdas reflete um movimento de ajuste após a forte alta acumulada no início de 2026, mantendo o mercado brasileiro no radar de investidores em busca de oportunidades de longo prazo.

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