O Ibovespa encerrou esta segunda-feira (22) em alta de 1,21%, aos 170.370 pontos, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pela melhora do humor dos mercados globais após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O movimento também pressionou o dólar, que caiu 0,45%, encerrando o dia cotado a R$ 5,14.
O desempenho chama atenção porque ocorreu mesmo em um cenário de deterioração das expectativas econômicas no Brasil. O Boletim Focus mostrou nova alta nas projeções de inflação para os próximos anos e uma revisão da expectativa para a Selic em 2026, que passou de 13,75% para 14%. O mercado também aguarda novos sinais do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária após o comunicado do Copom gerar dúvidas sobre o ritmo de controle da inflação.
Entre os destaques do pregão, as ações da Azzas 2154 (AZZA3) saltaram mais de 10% após notícias envolvendo uma possível venda da Farm Rio. Já Petrobras, Vale e os grandes bancos — que juntos representam cerca de metade da carteira do Ibovespa — contribuíram para sustentar a alta do índice. Petrobras e Itaú avançaram mesmo diante da queda do petróleo e das incertezas no cenário internacional.
Para o investidor, o movimento reforça que a Bolsa não reage apenas aos indicadores domésticos, mas também ao fluxo global de recursos e à percepção de risco internacional. A combinação de juros ainda elevados, dólar mais fraco e entrada de capital estrangeiro tem sustentado os ativos brasileiros, mesmo em um ambiente de inflação resistente e expectativas de juros altos por mais tempo.









