O mercado financeiro entrou na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) com a expectativa de que a taxa Selic fosse reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, movimento que acabou sendo confirmado pelo Banco Central. Dados do Questionário Pré-Copom mostram que a maioria dos agentes também projetava a manutenção dos juros nas reuniões seguintes, em agosto e setembro.
As estimativas coletadas antes do encontro indicavam que a Selic encerraria 2026 em 14% ao ano e recuaria para 12% em 2027. O levantamento, enviado a instituições financeiras, reúne projeções e avaliações sobre o cenário econômico e serve como uma das referências para a análise da autoridade monetária.
Na ata da reunião, o Banco Central afirmou que considerou mais adequadas trajetórias para os juros alinhadas às expectativas do mercado, por entender que esses cenários ajudariam a conduzir a inflação para a meta no início de 2028, reduzindo riscos de instabilidade para a economia e os ativos financeiros.
A autoridade monetária também alertou que uma tentativa de levar a inflação para a meta de 3% já no fim de 2027 exigiria mudanças bruscas e de grande magnitude na Selic. O recado reforçou a percepção de cautela do BC e contribuiu para a revisão das apostas sobre o ritmo de flexibilização monetária nos próximos meses.
Antes da decisão, o Boletim Focus ainda apontava para mais dois cortes de 0,25 ponto percentual até o fim de 2026, mas parte das instituições já começava a prever um ciclo mais curto. O entendimento ganhou força após a divulgação da ata, que indicou a possibilidade de pausas e retomadas no processo de ajuste dos juros, dependendo da evolução da inflação e da atividade econômica.









