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JPMorgan eleva expectativa para XP e vê potencial de alta de até 64%

Relatório do JPMorgan vê potencial de valorização de 61% para ações da XP e rendimento entre 12% e 13% com dividendos e recompras de ações

O JPMorgan reiterou sua recomendação de compra para a XP Inc. e revisou suas projeções para a companhia, destacando um cenário de forte geração de caixa, capacidade de distribuir capital aos acionistas e potencial de valorização das ações nos próximos anos. Na avaliação do banco, a empresa reúne fundamentos que sustentam uma relação favorável entre risco e retorno, mesmo em um ambiente de juros estáveis no Brasil.

Os analistas liderados por Yuri Fernandes mantiveram a recomendação overweight para os papéis negociados na Nasdaq e estabeleceram preço-alvo de US$ 26 para dezembro de 2026, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 61%. Para o BDR negociado na B3, a estimativa é de R$ 136 por recibo, indicando possibilidade de alta de cerca de 64%.

Segundo o relatório, o mercado ainda não precifica integralmente a capacidade da XP de remunerar seus acionistas. O banco estima que a companhia poderá distribuir entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões por meio de dividendos e recompras de ações, o equivalente a um rendimento entre 12% e 13%, um dos maiores entre as empresas acompanhadas pela instituição financeira.

A projeção é sustentada pela sólida posição de capital da empresa. A XP opera atualmente com índice de Basileia próximo de 21% e pretende encerrar 2026 entre 16% e 19%, nível considerado suficiente para permitir a devolução de parte do capital excedente aos investidores. Em diferentes cenários analisados pelo banco, esse excedente pode variar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 8 bilhões.

O JPMorgan também avalia que a companhia tende a manter sua capacidade de geração de valor mesmo se a taxa de juros permanecer estável. Caso o ciclo de flexibilização monetária avance, a XP poderá se beneficiar do aumento da demanda por investimentos, da expansão dos ativos sob custódia (AUC) e do crescimento das receitas ligadas ao mercado financeiro.

Outro fator que reforça a tese positiva é a avaliação considerada descontada da empresa. As ações negociam a cerca de sete vezes o lucro estimado para 2027 e aproximadamente 1,6 vez o valor patrimonial, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) permanece ao redor de 23%, indicadores que, segundo o banco, não refletem integralmente o potencial de crescimento e geração de caixa da companhia.

Apesar da visão favorável, o relatório aponta riscos que podem limitar esse desempenho. Entre eles estão o aumento da concorrência dos bancos tradicionais, desafios na expansão das operações de crédito para pequenas e médias empresas, possíveis pressões sobre as margens decorrentes de maiores investimentos e mudanças estruturais no setor, como o crescimento de produtos com taxa zero e dos ETFs, que podem reduzir a rentabilidade de algumas linhas de receita.

Ainda assim, o JPMorgan considera que a XP permanece em posição relevante no mercado brasileiro de investimentos, com cerca de 17% de participação nos ativos sob custódia. Para o banco, uma eventual redução dos juros pode favorecer a retomada do crescimento da companhia e ampliar sua participação no mercado, reforçando o potencial de valorização das ações no médio e longo prazo.

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