O Ibovespa encerrou o primeiro semestre de 2026 com alta acumulada de 6,76%, apesar da forte correção registrada nos últimos meses. Após atingir 19 recordes e se aproximar da marca histórica de 200 mil pontos em abril, o principal índice da Bolsa brasileira perdeu fôlego e fechou junho aos 172.024 pontos, acumulando queda de 8,23% no segundo trimestre e recuo de 1,01% apenas no último mês.
O desempenho da Bolsa foi marcado por dois momentos distintos. No início do ano, o mercado brasileiro foi beneficiado pela entrada de capital estrangeiro, pela valorização do real, por preços considerados atrativos das empresas e pela busca global por mercados emergentes em meio às incertezas nos Estados Unidos. Esse cenário impulsionou o índice até as máximas históricas registradas em abril.
A partir de maio, porém, o fluxo mudou. A retomada do interesse dos investidores por ações de tecnologia nos Estados Unidos, impulsionadas pelo avanço da inteligência artificial, provocou uma forte saída de recursos da B3. Apenas em maio, investidores estrangeiros retiraram R$ 14,9 bilhões da Bolsa brasileira, movimento que continuou em junho, pressionando o desempenho do Ibovespa.
Segundo analistas, a correção não elimina a recuperação acumulada pela Bolsa, mas indica um ambiente mais seletivo para os investidores. A combinação de incertezas fiscais, política monetária, inflação e crescimento econômico tem ampliado a diferença entre empresas de maior qualidade e companhias mais vulneráveis, tornando a seleção de ativos um fator ainda mais relevante para o segundo semestre.









