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Bolsa oscila com inflação e petróleo, mas ações ligadas a commodities ganham destaque

Mercado financeiro reagiu aos dados de inflação no Brasil e nos EUA, além das tensões geopolíticas e do desempenho da Petrobras

O Ibovespa fechou em queda pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira (12), pressionado pelo avanço da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, pela repercussão do balanço da Petrobras e pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,86%, aos 180.342 pontos, enquanto o dólar encerrou praticamente estável, cotado a R$ 4,89.

No Brasil, o mercado reagiu aos dados do IPCA de abril, que subiu 0,67% e acumulou alta de 4,39% em 12 meses, aproximando-se do teto da meta do Banco Central. Analistas avaliam que o cenário de inflação pressionada, somado à valorização do petróleo e à possibilidade de desvalorização do real, mantém a cautela dos investidores sobre os próximos meses.

As ações da Petrobras ficaram entre as maiores pressões negativas do pregão após a divulgação do balanço do primeiro trimestre e dividendos abaixo das expectativas do mercado, mesmo em meio à disparada do petróleo no exterior. Já a Vale conseguiu fechar em alta após divulgar projeções para 2026 e 2027 consideradas positivas por parte do mercado.

Entre os destaques do dia, a Natura liderou as perdas após resultado trimestral considerado fraco, enquanto a Braskem disparou mais de 29% após recomendação positiva do JP Morgan. No cenário internacional, investidores também monitoraram a inflação dos Estados Unidos e novas ameaças envolvendo o programa nuclear do Irã, fatores que elevaram a aversão ao risco nos mercados globais.

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